domingo, 17 de junho de 2012

Enquanto eles se batem, se cospem, se lambuzam de cotidiano - eles, porque estão fora, distantes- e seus enclaves da superfície...
eu me desfaleço, pairo sobre meu próprio pensamento.
Tenho essa pressa de viver, como já dizia outro sanguinário passional por aí.
Minha alma, não pertence mais a minha tão buscada razão, ela se perde, sobre o meio fio de qualquer rua escura.
Meu amor, é a sonhada completude, e todavia, o fôlego morre. Minha vontade de ser cotidiano, em ti, não permite que eu viva em mim.
Assim, o avesso, o total, o atroz, perde-se na imensidão dos dias, e nessa confusão literária, absolutamente literária, meu corpo, nu... se fere, mais uma vez, e se queima de pecado e dor.
O que me cobre? O que eu faço? Banho-me em possibilidades. - E qual o seu querer?
...
Existo porque procuro. Perco a existência, porque não acho.
Persisto, talvez seja.






Um comentário:

  1. "i´m in the backyard...
    into the night..."

    ...e não é como se estivesse atrás de uma cortina que só se vê um plano e se espera ansiosamente pelo começo do show. Onde a única forma de diversão em meio ao breu do aguardo é imaginar todo esse tecido rasgado, o espetáculo me devorando pelo avesso.
    Aqui fora não exite um plano, o que é escuro a lua alumia e meus passatempos são tantos quanto as brisas infindas de fim de noite. No momento resido em meu território favorito-ainda que sem completude, onde esperar não é suplício e o aguardo tem gosto de novidade.

    Lu Terra

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