quarta-feira, 19 de setembro de 2012


(...)

E quando olhei para frente, lá perto da curva, lá onde o corpo se esvai...

Me vi, reta com os braços erguidos, mexendo as mãos levemente, como se limpasse com algodão o céu.

E quando olhei para aquela que utilizava meus olhos, de modo que o corpo encurvar-se-ia acompanhando a outra curva, a curva da estrada... percebi que boa parte de mim vai embora. E chora.

Diariamente.  (...)

2 comentários:

  1. http://www.youtube.com/watch?v=JMKPKxhyaqQ

    Trilha.

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  2. Diariamente que vira rotina, e quando rotina não se percebe o motivo pelo qual se sente? Hum, talvez.
    Talvez um sentimento que antes era sentido diário (um motivo pra viver), ou ainda um outro sentido (trilha, caminho), quando pára de ser alimentado por ambos, prossegue sozinho e se torna um norte somente pelo vício de seguir e pelo receio de pular pela janela.
    Sei não, sei não, a falta já é tão parte que como viver sem ela?!
    Ela que detém minha dor, meu lirismo, meu olho embriago, minha arte.

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