(...)
E quando olhei para frente, lá perto da curva, lá onde o
corpo se esvai...
Me vi, reta com os braços erguidos, mexendo as mãos
levemente, como se limpasse com algodão o céu.
E quando olhei para aquela que utilizava meus olhos, de modo
que o corpo encurvar-se-ia acompanhando a outra curva, a curva da estrada... percebi
que boa parte de mim vai embora. E chora.
Diariamente. (...)
http://www.youtube.com/watch?v=JMKPKxhyaqQ
ResponderExcluirTrilha.
Diariamente que vira rotina, e quando rotina não se percebe o motivo pelo qual se sente? Hum, talvez.
ResponderExcluirTalvez um sentimento que antes era sentido diário (um motivo pra viver), ou ainda um outro sentido (trilha, caminho), quando pára de ser alimentado por ambos, prossegue sozinho e se torna um norte somente pelo vício de seguir e pelo receio de pular pela janela.
Sei não, sei não, a falta já é tão parte que como viver sem ela?!
Ela que detém minha dor, meu lirismo, meu olho embriago, minha arte.