A cidade anda calada, muda...
Mas é como se algo vedasse sua boca.
É como se apesar de debilitada
Teimasse em continuar vivendo,
num cativeiro sombrio...
Suas veias já não pulsam o sangue,
ele não flui como antigamente.
Seu corpo foi maltratado,
com diagnósticos sem sentido,
num jogo de tentativa e erro.
Ela já não é mais para as pessoas,
que tem seu corpo como dono
o Estado, a diplomacia!
Realmente é bizarro como o podre,
pode ser por fora tão belo.
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