domingo, 16 de setembro de 2012

Ângulo reto

Poeira vermelha subindo....serras cobertas por florestas, o sol que reflete nos rios brilhando e fechando os olhos não acreditando no que estou vendo. Este caminho não é novo, mas é como se se tornasse a cada chegada, é como cortinas que se abrem revelando o que nunca vi ou reparei. O chão de cascalho que me faz chacoalhar torna tudo mais real e perfeito, é o sinal de que não há mais concreto...Na beira da estrada os arbustos e as árvores todas empoeiradas lembram a quantos dias não recebem uma gota de chuva. É neste lugar que a rotina e o cotidiano se dissolvem, é onde a chuva não é conforto, é saber se vai ter colheita...é onde pelo menos olho para o céu sem pressa. Casas são vistas ao fundo, animais, plantações, lugar de muito trabalho, de gente alegre e sofrida.
O chão vermelho gruda na minha roupa, o verde aqui não precisa ser procurado nem dá pra ser contado. Os olhares são penetrantes,  de quem tem muita história de vida, pele queimada de sol, rugas que correm pelo corpo.Quem tem outra ótica chega e toma conta de tudo, no fundo conhecem o segredo do que as pessoas querem. O que será?

2 comentários:

  1. Fez minha cabeça girar em torno do porque quanto menos concreto, rotineiro e cotidiano, maior a sensação de que to achando meu lugar.

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  2. Comigo, parece que saio do piloto automático!

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